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Voando barato com a Ryanair

Primeiro gostariamos de começar pedindo desculpa pela demora na postagem. Nós ficamos alguns dias sem postar, mas realmente as coisas estão um pouco corridas. Mas aqui vai o assunto de hoje: Ryanair, uma companhia aérea irlandesa muito barata que opera em 28 países. Um dos desejos dos intercambistas que estão na Europa, é aproveitar pela facilidade de poder conhecer outros países. Recebido o visto em um país, você tem acesso livre a toda União Europeia. Mas claro, intercambista geralmente está sempre economizando dinheiro então precisa buscar soluções mais baratas.

Os preços variam por destino, mas alguns países ficam em torno de 30 Euros, com retorno, realmente muito barato mesmo se você for converter para Real. Já ouvimos histórias (nunca vimos) de pessoas que compraram passagens por até 1 euro. Não duvidamos dessa possibilidade! Vale lembrar que como é uma empresa de baixo custo, o serviço de bordo é cobrado. Se você quiser beber água dentro do avião, precisa pagar. E com certeza não será barato. Muitos criticam a qualidade dos serviços da Ryanair, mas óbvio que você não pode comparar com uma empresa como TAM, assim como você também não pode comparar com os preços da TAM. A Ryanair não é a melhor empresa aérea do mundo, mas com certeza é a melhor opção para quem deseja economizar.

Você só precisa ficar atento quando for comprar sua passagem. Preste atenção nas opções dos horários porque pode haver taxa em alguns deles. Além disso, a Ryanair cobra uma taxa de 6 Euros por rota, então sua passagem pode ficar 12 Euros mais cara. Para isso não acontecer basta comprar uma vez um cartão pré-pago que custa 5 Euros que pode ser adquirido no Jervis Shopping Centre. Como os preços são baixos, a empresa vai oferecer mil serviços até você conseguir finalizar a compra. Apenas coloque não para todas as ofertas.

Para viajar com a empresa você pode levar apenas uma bagagem de 10 quilos. Isso incluiu tudo, sua bolsa, sacola, a regra é bem clara, apenas uma bagagem. Fomos para Escócia na semana passada com a Ryanair (vamos falar sobre a viagem em outro post) e não tivemos problemas. Na ida eles não pesaram nossas bagagens, e nem deram importância se alguém levava mais de uma. Mas quando estávamos voltando para Dublin, uma menina estava com excesso de peso na mala e precisou deixar algumas coisas no aeroporto. Ela chorava e pedia para eles deixarem ela passar, mas não teve acordo. Perdeu algumas coisas. Então não custa respeitar as regras.

Isso não é propaganda, é dica! Fique atento no site, os preços sempre mudam e surgem algumas promoções. Boa viagem!

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“O que eu preciso fazer após o desembarque?”

Assim que você desembarca em Dublin, fica maravilhado com cada centímetro da cidade. Tudo é novidade, e você quer abraçar o mundo naquele mesmo dia. Porém, é preciso ter foco porque há muitas coisas para resolver após desembarcar na ilha esmeralda. Além de achar uma casa (que já falamos sobre isso aqui no blog, não é uma tarefa muito simples), é necessário agilizar todos os documentos para você tornar-se um intercambista legal.

O primeiro passo é fazer o PPS (um número de identificação semelhante ao CPF brasileiro, uma forma de controle do governo irlandês). Para emitir seu PPS você precisar solicitar uma carta em sua escola e ter um endereço fixo. Não sei quanto às outras escolas, mas a ECM demora de três a quatro dias para entregar essa carta. Assim que estiver pronta, você leva a carta da escola, comprovante de residência e passaporte num lugar específico para emissão do documento. O número do seu PPS chega na sua casa em uma folha A4.

Feito isso, chegou a hora de abrir a conta no banco irlandês. Existem três bancos famosos em Dublin: AIB, Bank of Ireland e Ulster. Nós abrimos no Bank of Ireland por recomendação da nossa escola, mas o processo é igual em todos os bancos. Para abrir a conta bancária, você precisa solicitar uma nova carta na escola, que demora cerca de uma semana para chegar, e levar junto com o PPS ao banco escolhido. É um processo rápido e fácil. Depois de aberta a conta, o banco vai enviar a senha e o cartão (separadamente) para o seu endereço, esse processo demora mais uma semana. Assim que receber os dois, você pode depositar o dinheiro. É importante esperar chegar o cartão e a senha para sua própria segurança. Após realizar o depósito, você espera 48 horas e solicita um extrato bancário. É obrigatório ter no mínimo 3 mil euros na conta para você apresentar o extrato na imigração posteriormente. Esse extrato será enviado através do correio para seu endereço, e pode demorar mais uma semana para chegar.

Com o extrato em mãos, você tem que solicitar uma nova carta na escola. Desta vez, para emitir o GNIB (visto para um ano). A escola envia a original para a imigração e você solicita a cópia na secretária junto com o seguro governamental. Para retirar o seu visto você precisa levar esses documentos e o passaporte. Também é um processo rápido e fácil e o documento fica pronto na hora. É necessário pagar 150 euros para emissão do GNIB (a dica é pagar com cartão de débito).

Como você pode ver, tornar-se um estudante legal é uma tarefa, mas um também um pouco chata e demorada. É importante cobrar que a escola agilize os documentos rapidamente. Para quem pretende vir com apenas 3 mil euros, é um pouco apertado. Porque você só poderá usar esse dinheiro, após solicitar o extrato para apresentar na imigração, e como você viu esse processo pode demorar até um mês. Porém, nesse tempo você terá gastos com casa, alimentação e outros. Quem vir sozinho precisa trazer dinheiro extra para pelo menos pagar o aluguel e se virar nas primeiras semanas. Esteja preparado e boa sorte!!!

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O maior festival da Irlanda

Dublin se transforma no dia 17 de março. Uma cidade escura, com prédios antigos e sempre nublada, vira um mar verde de gente. Todos para prestigiar a grande festa em homenagem a St. Patrick (São Patrício), o padroeiro da Irlanda. Os dados históricos apontam que São Patrício nasceu na Grã-Bretanha e foi vendido para a Irlanda como escravo. Após seis anos na ilha, conseguiu fugir e retornar para casa. Lá ele iniciou uma vida religiosa e decidiu voltar para a Irlanda e pregar o evangelho.

São Patrício usava um trevo de três folhas que representa a santíssima trindade. O trevo se tornou um símbolo do país, e no St. Patrick’s Day as pessoas se vestem de verde para fazer uma referência ao trevo. Segundo a lenda, São Patrício expulsou as cobras da ilha, por isso existem algumas imagens do santo esmagando serpentes com o cajado.

Um verdadeiro festival é organizado para festejar essa data. Dublin recebe muitos turistas de toda a Europa e as lojas de acessórios ficam lotadas. Óculos, chapéus, colares, brincos, tiaras, gravatas e roupas verdes fazem parte do traje de todo mundo. A movimentação começa cedo e as pessoas se posicionam entre as ruas O´Connel (onde começa) e a Demi Street (onde termina) para assistir o grande desfile que inicia ao meio dia. A dica é ir cedo para pegar um bom lugar. Chegamos em cima da hora e não conseguimos ver nada.

Como não é permitido beber na rua, após a parada a maioria das pessoas vai para a região do Temple Bar, escolhe um pub e a festa continua.  Em muitos deles, você não consegue entrar devido ao grande número de pessoas. Nós escolhemos o tradicional The Oliver St.John Gogarty que também estava cheio.

Se você quiser conferir um pouco dessa festa, fizemos um vídeo.

Então, reúna um grupo de amigos, vista algo verde, entre na cultura e se divirta. Assim nós fizemos. Abraços e até o próximo post.

Em pé: Emel (Irlandesa), Bruna, Phamela, Jin (Sul Coreano), Tarcio e Rafael. Agachadas: Gilka (Brasileira) e Rani (Sul Coreana).

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A beleza do Castelo de Malahide

Conhecer a Irlanda é um dos nossos objetivos neste intercâmbio. Nossas amigas nos convidaram para um passeio em Malahide. Não pensamos duas vezes, fizemos sanduíches, elas fizeram bolo, enchemos a bolsa e partimos para lá no último sábado. Malahide é uma pequena cidade localizada no condado de Fingal, conhecida pelo famoso Castelo de Malahide.

Para chegar lá, pegamos um trem que custou 4,70 euros ida e volta. Foram cerca de 20 minutos de viagem. Desembarcamos e fomos à procura do Castelo que fica em um lindo parque ao lado direito da estação. Para chegar até o castelo é preciso fazer uma caminhada de 15 minutos. Dentro do parque há muitas áreas de lazer. Campos para prática de esportes, playgrounds, trilha, etc, mas a atração principal, claro, é o castelo.

Não encontramos muito sobre a história do castelo. Os dados apenas indicam que ele foi construído em 1185 e pertenceu a família Talbot até 1976. Há uma lenda que o castelo possui fantasmas. Atualmente está fechado para a visita interna, a toda a área em volta está isolada. Reabrirá apenas quando o verão começar no hemisfério norte. Resolvemos (mesmo que fosse errado, e não indicamos que outras pessoas façam isso) pular a cerca, fazer um piquenique e bater foto de perto.

Conseguimos as fotos e conseguimos também uma visitinha da Garda (polícia) que nos pediu para sair da área isolada. Rapidamente recolhemos nossas coisas e fomos andar pelo parque. Há muito para ver em Malahide,  praia, o Tara’s Palace, um dos maiores museus de bonecas do mundo e o Fry Model Railway, uma coleção de trens irlandeses em miniatura feitos à mão. Infelizmente visitamos apenas o parque e o castelo, mas com certeza voltaremos para concluir nosso passeio. Uma viagem rápida, barata e interessante. Vale a pena!

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Quanto tempo dura um mês

Desembarcando em Dublin

Desembarcando em Dublin

Há exato um mês atrás quando sobrevoamos Dublin e só víamos nuvens cinzentas, as nossas expressões demonstravam a felicidade e a ansiedade de chegar logo ao destino. Quando o avião atravessou a imensa nuvem carregada, o sol que brilhava há pouco já havia desaparecido. Parecia que estávamos mudando de dimensão. Se ainda era dia lá em cima, na ilha esmeralda, já estava escuro.

Apesar de parecer que estávamos num filme, precisávamos entrar na realidade e ter uma vida normal. Muitos pensam que intercâmbio é “férias” e só diversão, mas é vida real, é responsabilidade, é novidade, e também rotina. Não que isso seja um problema, de maneira alguma… É ótimo começar uma nova vida.

Depois de um mês aqui, pudemos perceber que as primeiras semanas são mais complicadas para todos. Você precisa se adaptar com uma nova cultura, nova língua, novo paladar, nova escola e novas pessoas. Você percebe um mix de sentimentos. Felicidade, ansiedade, insegurança, nervosismo e saudade serão frequentes nesses 30 dias. Mas não se assuste, isso tudo faz parte.

Temos um balanço extremamente positivo desse mês. Conhecemos muitos lugares, saímos para pubs, fizemos amigos, tentamos entrar ao máximo na cultura local e evoluímos no inglês. São tantas coisas para resolver e conhecer que nem nos demos conta que um mês passou. Ainda estamos resolvendo algumas pendências em relação aos documentos necessários (vamos explicar em outro post) e ainda estamos nos organizando. Sem pressa, estamos priorizando os estudos para conseguir um emprego.

De segunda a quinta-feira acordamos 8 horas, vamos para a escola e estudamos até 13 horas. Voltamos para casa, preparamos o almoço, estudamos mais 4 horas por dia em casa, falamos com nossa família e quando nos damos conta, já é noite novamente. Aí vem o final de semana, encontramos os amigos, nos divertimos, conhecemos novos lugares, estudamos mais um pouco e logo já começa a semana novamente. Uma nova vida, uma nova rotina…

Esperamos que daqui para frente tudo continue dando certo. Que venha a primavera, nos trazendo muita saúde, paz e amor….que assim como as flores nossos planos ganhem novas vidas e cores.

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Martenitsa: aprendendo uma nova cultura!

Conviver com diferentes culturas é o que de melhor o intercâmbio pode nos oferecer. Depois de dois dias sem ver nosso amigo Georgi por causa dos desencontros de horário, no sábado ele nos trouxe um presente. Ficamos surpresos quando ele entregou um pacotinho para cada um. Para mim, ele trouxe um broche e para o Tarcio uma pulseira, ambos feitos de linhas vermelha e branca.

Ele nos explicou que essa é uma tradição da Bulgária, em que no dia 1º de março se presenteia amigos com Martenitsa (nome dos acessórios que ele nos deu).  Devemos utilizar o Martenitsa até o dia 21 de março, quando inicia a primavera no hemisfério norte. O branco simboliza a vida longa e o vermelho simboliza saúde.

O objetivo é acalmar os ânimos de Baba Marta, uma importante personagem do folclore búlgaro. Uma senhora temperamental que muda constantemente de humor. A idéia é deixá-la feliz, fazendo com que ela leve embora o inverno, e permita que a primavera chegue, trazendo saúde, felicidade, prosperidade e fertilidade.

Então, no dia 21 de março deve-se pendurar o Martenitsa em uma árvore para proporcionar a ela tudo que o Martenitsa proporcionou a nós.  Ficamos surpresos de ele nos incluir na cultura. Aceitamos felizes de ter a oportunidade de viver novas experiências. Que a gente encontre uma bela árvore no próximo dia 21…

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Em busca de um lar

Um dos primeiros desafios do intercambista é encontrar uma residência fixa. O estudante deixa o hostel (albergue), ou a moradia temporária, para ter seu próprio endereço. Alguns acham essa tarefa fácil, mas para nós foi um grande desafio. Tínhamos alguns critérios de escolha: quarto de casal, banheiro individual, na área central, com estrangeiros, organizado e barato. Depois de chegar aqui percebemos que estávamos querendo demais.

Pesquisamos muito nos sites daft.ie, findahome.ie e myhouse.ie onde existem inúmeros apartamentos e casas. Começamos a nossa busca logo nos primeiros dias em Dublin. Em três dias visitamos cerca de 10 moradias. Caminhávamos das 10 horas até 20 horas, foi muito cansativo. Quando estávamos descrentes que encontraríamos aquilo que estávamos procurando, surgiu uma vaga de última hora.

Existem duas comunidades no facebook: “Dublin para Brasileiros” e “Classificados Dublin”. Já tínhamos publicado várias vezes que procurávamos casa.  Foi lá que encontramos nossa vaga. Marcos deixou um recado dizendo que estava passando a vaga dele. Ligamos e agendamos a visita para as 19 horas. Enquanto isso, andamos o dia todo olhando outros lugares. De noite, já exaustos, caminhando até nosso futuro apartamento íamos conversando e depositando todas as esperanças naquele lugar sem mesmo ter visto uma foto.

Chegamos ao local, fomos bem recebidos e adoramos o apartamento. Muito aconchegante. Conseguimos quase todos os critérios que tínhamos em mente: Ótimo quarto de casal, boa localização (10 minutos a pé da nossa escola), na faixa de preço que pretendíamos pagar (550 euros pelo quarto) e morando com um estrangeiro búlgaro que fala inglês fluente. A única coisa que ficou de lado foi o banheiro individual. Mas, depois de uma semana morando aqui, percebemos que isso não é fundamental.

Uma das curiosidades dos apartamentos daqui é que os quartos não têm chave. Isso é um sinal de que não há necessidade porque um respeita o espaço do outro. Podemos dizer que somos sortudos, em três dias de busca achamos aquilo que queríamos. Nem todos tem a mesma sorte. Moramos num condomínio fechado em que precisamos passar por três portas magnéticas (que você abre apenas com chave magnética), muito seguro. Quando você achar aquilo que procura já garanta a vaga. Em questão de uma hora outra pessoa pode fechar com o proprietário. Viver aqui está sendo ótimo para o nosso aprendizado. Quem tiver a oportunidade, more com estrangeiros. Claro, esteja aberto para aceitar a diferença cultural. Mas com certeza você aprenderá mais rápido. Toda noite sentamos na sala e conversamos com Georgi. Uma conversa engraçada, com mimica e google tradutor, mas que já nos rendeu boas aulas de inglês.

Procurar casa é sim uma tarefa difícil e muito cansativa, mas esteja determinado que você encontrará aquilo que quer.

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A charmosa Grafton Street

O passeio de hoje foi na Grafton Street, uma das ruas mais famosas de Dublin e eleita a quinta rua mais cara do mundo em 2008. As principais grifes podem ser encontradas lá. Têm lojas de roupa, calçado, eletrônico, lembrancinhas e alimentação. Feita de calçamento, passam apenas pedestres e costuma estar movimentada todos os dias devido ao grande fluxo de turistas.

Muitas lojas merecem ser visitadas e entramos em inúmeras delas (para olhar claro). Porém, a que mais nos chamou a atenção foi a loja da Disney. Impossível não se apaixonar pelo mundo mágico de Walt Disney. Criança se perde lá dentro e adulto vira criança também. São pelúcias, bonecos, carrinhos, roupas e acessórios dos principais personagens. Dá vontade de levar tudo para casa.

Além das lojas, a arte na rua encanta quem passa. São inúmeros artistas que animam em troca de algumas moedas. Muito talento escondido na pequena Dublin. Vale a pena conferir os vídeos.

Quando estávamos no final do passeio vimos uma movimentação, e paramos de curiosidade.  Uma apresentação que parecia ser um comercial. Tinham muitos câmeras e produtores por ali. Rapidamente se formou um círculo de curiosos. No decorrer da apresentação foram surgindo mais e mais pessoas para compor o espetáculo. Veja no que deu:

Se vir a Dublin, não deixe de visitar a Grafton Street. Ao final da rua tem um parque belíssimo que ficará para outro post.

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Mercados em Dublin

Estamos em Dublin há exata uma semana e desde que chegamos já fizemos compras duas vezes, porque compramos de pouco em pouco. Existem muitos mercados por aqui e sempre optamos pelos mais baratos como o Tesco e Lidl. Já compramos também algumas coisas em mercados tipo conveniências que geralmente são o dobro do preço. Os preços aqui são baratos se você pensar em euro. Agora se quiser ficar convertendo tudo para real, será igual ou até mais caro.

Considerando que uma pessoa que vive em Dublin receba um salário mínimo (8,65 euros por hora) e trabalhe 40 horas por semana, receberá no fim de cada mês cerca de 1.300 euros. Para se alimentar bem, cada pessoa gasta em média 150 euros por mês.  Pensando assim, você percebe que é barato. Você não pode ficar convertendo tudo para real. Já que está vivendo em um país Europeu, pense em euro.

Hoje compramos óleo, pão, extrato de tomate, 750 gramas de filé de frango, saco para embalar carne, trigo, flanelinhas, miojo e 1,3 kg de picanha, tudo por 27 euros. O produto mais caro aqui é a carne, que preferimos comprar no mercado brasileiro. A carne dos mercados tradicionais aqui em Dublin não são de tão boa qualidade, e sai mais caro que o quilo da picanha. Porém, a carne é a única coisa que vale a pena comprar no mercado brasileiro, já que o restante dos produtos são mais caros por serem importados.

Nas primeiras semanas você gasta um pouco mais do que o normal por ainda não conhecer a cidade e os produtos. Algumas coisas já foram fora porque não gostamos. Por exemplo, não existe suco de saquinho aqui, todos são de caixinha ou garrafa, e não gostamos de nenhum até agora. E assim você vai provando os produtos até encontrar o melhor para o seu paladar. Depois de uma semana, já aprendemos muita coisa sobre as comidas e temos certeza que vamos aprender ainda mais.

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A viagem…

Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012, às 10h20min pelo horário da Brasília, foi quando sentimos a primeira aflição desde o planejamento dessa viagem. Hora de se despedir e entrar na sala de embarque.  Apesar da felicidade de começar essa aventura, o coração ficou apertado por deixar por um tempo aqueles quem tanto amamos. O tchau dado pelos familiares do janelão do aeroporto, visto por nós pela pequena janela do avião, fez com que a gente percebesse que havia chegado a hora. Éramos apenas nós dois.

Foi com chuva mansa que deixamos Florianópolis, e com céu nublado que chegamos em Guarulhos, São Paulo, exatamente no horário previsto, 12h20min. Apesar de decolar e aterrissar com tempo fechado, foi uma hora de voo tranquilo e maravilhoso.

 

Depois de encontrar a nossa amiga Maiumy, que ainda bem veio nos distrair e fazer companhia, fomos a uma louca e longa procura por um restaurante barato e saboroso. Encontramos uma senhora da limpeza, que nos indicou o Terra Azul. Comida gostosa por um preço comum, algo muito difícil de encontrar em aeroportos, já que uma água mineral custa R$ 4.

“Roubamos” internet wi-fi, brincamos com os carrinhos de carregar as malas, e algumas risadas fizeram sair lágrimas dos olhos. A molecagem nos ajudou a passar o tempo e ao final tarde, sentir as pernas moles de tanto cansaço. Nove horas se passaram rapidinho e logo para fila de embarque. Para nossa felicidade, a nossa frente tinha um brasileiro que morava na Holanda e seu amigo holandês. Eles nos ajudaram desde o início até o desembarque na Holanda. Mas, durante o voo, também para nossa sorte e felicidade, sentou-se ao nosso lado um brasileiro de Manaus, que nos fez companhia até o nosso terceiro embarque.

O voo foi tranquilo, mas também cansativo. Apesar das horas passarem rápido, e como fomos de classe econômica, foi muito desconfortável para dormir. Conseguimos descansar apenas algumas horinhas. O lado bom é que há muito entretenimento. Em uma tela você pode ver filmes, TV, ouvir música, jogar e até aprender inglês. Os comissários de bordo falavam holandês (muito difícil), inglês e apenas as principais frases em português, e era muito engraçado.

Para nossa sorte, de novo, havíamos jantado em SP e não dependemos apenas da comida do avião. Nos serviram arroz, frango ao molho (muito apimentado), dois pedaços de frango frio, ervilha, salada tipo vinagrete, pão doce e a única comida deliciosa: tipo um mousse de maracujá. De manhã serviram o breakfast (café da manhã) e estava muito gostoso. Pão, ovo, bolacha salgada, bolinho de baunilha e bebida. Além das refeições que eles serviam, podíamos levantar a qualquer momento, ir até a cozinha e pedir qualquer coisa. É importante caminhar pelo avião para as pernas não incharem.

Como já dissemos o voo foi tranquilo, mas também passamos por poucas áreas de turbulência. Em uma delas, a mais forte, os comissários precisaram correr e sentar. Tremeu muito, foi assustador, mas também foi rápido. Quando passamos pelo mesmo local onde caiu o Air France, também tremeu.

Chegamos a Schippol com tudo branquinho de neve, mas não podemos sair do aeroporto porque só receberíamos o visto na Irlanda. O aeroporto era enooorme, e ficamos próximo ao nosso portão embarque. Encontramos na fila o Marcelo, um brasileiro que mora em Dublin. Como vocês podem perceber, brasileiro tem em todo lugar. Ele nos ajudou na imigração que foi muito tranquila. Achamos que foi questão de sorte e da fila também.

Entendemos poucas palavras que ela disse, falava muito “enrolado e arranhado”. Era só dizer yes que dava tudo certo. Enfim, ela nem olhou todos os nossos documentos e conseguimos entrar em poucos minutos. Pegamos nossa bagagem, e nos deparamos com os nossos nomes em duas plaquinhas. Renata, uma brasileira estava nos esperando e nos levou para casa.

Temos muitas coisas para postar, mas ainda não estamos conseguindo administrar o tempo por causa do fuso. No desculpe pela demora! E até o próximo post.

 

 

 

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