Monthly Archives: Março 2012

Martenitsa: ritual concluído

Depois de quase um mês usando nosso Martenitsa, (presente que o nosso amigo Giorgi nos deu e contamos em outro post, lembra?) com o início da primavera aqui no hemisfério norte chegou a hora de concluir o ritual da tradição búlgara. Só para relembrar, o Martenitsa é um acessório, geralmente um broche para as mulheres e uma pulseira para os homens, de cor vermelha e branca que traz vida longa e saúde para aquele que recebeu o presente.

Segundo a tradição da Bulgária, o objetivo é acalmar os ânimos de Baba Marta, uma importante personagem do folclore local. Uma senhora temperamental que muda constantemente de humor. A idéia é deixá-la feliz, fazendo com que ela leve embora o inverno, e permita que a primavera chegue, trazendo saúde, felicidade, prosperidade e fertilidade.

A tradição ainda diz que quando chega a primavera você deve pendurar o Martenitsa em uma árvore ou por embaixo de uma pedra. Então, nesta semana escolhemos a árvore mais bonita de Dublin, digna de receber um presente tão especial que realmente nos trouxe muitas coisas boas. Que o Martenitsa traga para natureza tantas coisas como trouxe para nós…

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Agora são 4 horas de diferença…

Assim como no Brasil, Dublin também tem horário de verão. No último domingo os relógios foram adiantados em uma hora fazendo com que a diferença de horário entre Brasil/Irlanda fique ainda maior. Agora são 4 horas de fuso! Isso faz com que permaneça claro por mais tempo. Se antes escurecia perto das 17 horas, agora na primavera, o sol vai embora perto das 20 horas!

Além disso, com a chegada da estação das flores aqui no hemisfério norte, as ruas ficam mais coloridas e a cidade fica ainda mais bonita. No último final de semana as temperaturas foram “elevadas” por aqui: 17 graus! As pessoas já saíram às ruas de regatas, shorts e sandálias. Hoje faz 14 graus e há um sol lindo lá fora. Uma Dublin bem diferente de um mês atrás!

Então, aproveitem para por os casacos pesados no fundo do guarda-roupa…

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O maior festival da Irlanda

Dublin se transforma no dia 17 de março. Uma cidade escura, com prédios antigos e sempre nublada, vira um mar verde de gente. Todos para prestigiar a grande festa em homenagem a St. Patrick (São Patrício), o padroeiro da Irlanda. Os dados históricos apontam que São Patrício nasceu na Grã-Bretanha e foi vendido para a Irlanda como escravo. Após seis anos na ilha, conseguiu fugir e retornar para casa. Lá ele iniciou uma vida religiosa e decidiu voltar para a Irlanda e pregar o evangelho.

São Patrício usava um trevo de três folhas que representa a santíssima trindade. O trevo se tornou um símbolo do país, e no St. Patrick’s Day as pessoas se vestem de verde para fazer uma referência ao trevo. Segundo a lenda, São Patrício expulsou as cobras da ilha, por isso existem algumas imagens do santo esmagando serpentes com o cajado.

Um verdadeiro festival é organizado para festejar essa data. Dublin recebe muitos turistas de toda a Europa e as lojas de acessórios ficam lotadas. Óculos, chapéus, colares, brincos, tiaras, gravatas e roupas verdes fazem parte do traje de todo mundo. A movimentação começa cedo e as pessoas se posicionam entre as ruas O´Connel (onde começa) e a Demi Street (onde termina) para assistir o grande desfile que inicia ao meio dia. A dica é ir cedo para pegar um bom lugar. Chegamos em cima da hora e não conseguimos ver nada.

Como não é permitido beber na rua, após a parada a maioria das pessoas vai para a região do Temple Bar, escolhe um pub e a festa continua.  Em muitos deles, você não consegue entrar devido ao grande número de pessoas. Nós escolhemos o tradicional The Oliver St.John Gogarty que também estava cheio.

Se você quiser conferir um pouco dessa festa, fizemos um vídeo.

Então, reúna um grupo de amigos, vista algo verde, entre na cultura e se divirta. Assim nós fizemos. Abraços e até o próximo post.

Em pé: Emel (Irlandesa), Bruna, Phamela, Jin (Sul Coreano), Tarcio e Rafael. Agachadas: Gilka (Brasileira) e Rani (Sul Coreana).

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A beleza do Castelo de Malahide

Conhecer a Irlanda é um dos nossos objetivos neste intercâmbio. Nossas amigas nos convidaram para um passeio em Malahide. Não pensamos duas vezes, fizemos sanduíches, elas fizeram bolo, enchemos a bolsa e partimos para lá no último sábado. Malahide é uma pequena cidade localizada no condado de Fingal, conhecida pelo famoso Castelo de Malahide.

Para chegar lá, pegamos um trem que custou 4,70 euros ida e volta. Foram cerca de 20 minutos de viagem. Desembarcamos e fomos à procura do Castelo que fica em um lindo parque ao lado direito da estação. Para chegar até o castelo é preciso fazer uma caminhada de 15 minutos. Dentro do parque há muitas áreas de lazer. Campos para prática de esportes, playgrounds, trilha, etc, mas a atração principal, claro, é o castelo.

Não encontramos muito sobre a história do castelo. Os dados apenas indicam que ele foi construído em 1185 e pertenceu a família Talbot até 1976. Há uma lenda que o castelo possui fantasmas. Atualmente está fechado para a visita interna, a toda a área em volta está isolada. Reabrirá apenas quando o verão começar no hemisfério norte. Resolvemos (mesmo que fosse errado, e não indicamos que outras pessoas façam isso) pular a cerca, fazer um piquenique e bater foto de perto.

Conseguimos as fotos e conseguimos também uma visitinha da Garda (polícia) que nos pediu para sair da área isolada. Rapidamente recolhemos nossas coisas e fomos andar pelo parque. Há muito para ver em Malahide,  praia, o Tara’s Palace, um dos maiores museus de bonecas do mundo e o Fry Model Railway, uma coleção de trens irlandeses em miniatura feitos à mão. Infelizmente visitamos apenas o parque e o castelo, mas com certeza voltaremos para concluir nosso passeio. Uma viagem rápida, barata e interessante. Vale a pena!

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Quanto tempo dura um mês

Desembarcando em Dublin

Desembarcando em Dublin

Há exato um mês atrás quando sobrevoamos Dublin e só víamos nuvens cinzentas, as nossas expressões demonstravam a felicidade e a ansiedade de chegar logo ao destino. Quando o avião atravessou a imensa nuvem carregada, o sol que brilhava há pouco já havia desaparecido. Parecia que estávamos mudando de dimensão. Se ainda era dia lá em cima, na ilha esmeralda, já estava escuro.

Apesar de parecer que estávamos num filme, precisávamos entrar na realidade e ter uma vida normal. Muitos pensam que intercâmbio é “férias” e só diversão, mas é vida real, é responsabilidade, é novidade, e também rotina. Não que isso seja um problema, de maneira alguma… É ótimo começar uma nova vida.

Depois de um mês aqui, pudemos perceber que as primeiras semanas são mais complicadas para todos. Você precisa se adaptar com uma nova cultura, nova língua, novo paladar, nova escola e novas pessoas. Você percebe um mix de sentimentos. Felicidade, ansiedade, insegurança, nervosismo e saudade serão frequentes nesses 30 dias. Mas não se assuste, isso tudo faz parte.

Temos um balanço extremamente positivo desse mês. Conhecemos muitos lugares, saímos para pubs, fizemos amigos, tentamos entrar ao máximo na cultura local e evoluímos no inglês. São tantas coisas para resolver e conhecer que nem nos demos conta que um mês passou. Ainda estamos resolvendo algumas pendências em relação aos documentos necessários (vamos explicar em outro post) e ainda estamos nos organizando. Sem pressa, estamos priorizando os estudos para conseguir um emprego.

De segunda a quinta-feira acordamos 8 horas, vamos para a escola e estudamos até 13 horas. Voltamos para casa, preparamos o almoço, estudamos mais 4 horas por dia em casa, falamos com nossa família e quando nos damos conta, já é noite novamente. Aí vem o final de semana, encontramos os amigos, nos divertimos, conhecemos novos lugares, estudamos mais um pouco e logo já começa a semana novamente. Uma nova vida, uma nova rotina…

Esperamos que daqui para frente tudo continue dando certo. Que venha a primavera, nos trazendo muita saúde, paz e amor….que assim como as flores nossos planos ganhem novas vidas e cores.

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The Brazen Head

Construído em 1198, o ‘The Brazen Head’ é o pub mais antigo da Irlanda e um dos mais antigos do   mundo. Com música típica ao vivo, é um lugar frequentado por muitos ‘Irishs’ e poucos turistas. As paredes antigas e a arquitetura demonstram a estrutura de 814 anos. Um lugar rico de história que possui 300 anos a mais que o Brasil. Dá para imaginar que quando Cabral ‘descobriu’ o Brasil já tinham pessoas bebendo uma pint (copo de cerveja) neste pub?

Mesmo com as paredes escuras devido ao tempo, o lugar é aconchegante. O local possui quatro ambientes diferentes. A sala de entrada, onde banda toca, ficam as pessoas que querem dançar. Há uma sala ‘cult’ com poucas mesas, livros e um caixão de decoração. O outro ambiente possui inúmeras cédulas penduradas. O último espaço, onde permanecemos por mais tempo, nos faz voltar ao passado e descobrir um pouco sobre a história do pub.

Quando chegamos fomos recebidos calorosamente. Percebemos que todos estavam olhando para nós. Talvez estivesse estampado ‘turista’ na nossa cara, já que olhamos ao redor e vimos que éramos os mais novos do local. ‘The Brazen Head’ não é um local para quem procura agito e badalação. É um ambiente para estar com os amigos e fazer parte da cultura Irish.

Se passar pela Irlanda, não deixe de conhecer…

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Martenitsa: aprendendo uma nova cultura!

Conviver com diferentes culturas é o que de melhor o intercâmbio pode nos oferecer. Depois de dois dias sem ver nosso amigo Georgi por causa dos desencontros de horário, no sábado ele nos trouxe um presente. Ficamos surpresos quando ele entregou um pacotinho para cada um. Para mim, ele trouxe um broche e para o Tarcio uma pulseira, ambos feitos de linhas vermelha e branca.

Ele nos explicou que essa é uma tradição da Bulgária, em que no dia 1º de março se presenteia amigos com Martenitsa (nome dos acessórios que ele nos deu).  Devemos utilizar o Martenitsa até o dia 21 de março, quando inicia a primavera no hemisfério norte. O branco simboliza a vida longa e o vermelho simboliza saúde.

O objetivo é acalmar os ânimos de Baba Marta, uma importante personagem do folclore búlgaro. Uma senhora temperamental que muda constantemente de humor. A idéia é deixá-la feliz, fazendo com que ela leve embora o inverno, e permita que a primavera chegue, trazendo saúde, felicidade, prosperidade e fertilidade.

Então, no dia 21 de março deve-se pendurar o Martenitsa em uma árvore para proporcionar a ela tudo que o Martenitsa proporcionou a nós.  Ficamos surpresos de ele nos incluir na cultura. Aceitamos felizes de ter a oportunidade de viver novas experiências. Que a gente encontre uma bela árvore no próximo dia 21…

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Em busca de um lar

Um dos primeiros desafios do intercambista é encontrar uma residência fixa. O estudante deixa o hostel (albergue), ou a moradia temporária, para ter seu próprio endereço. Alguns acham essa tarefa fácil, mas para nós foi um grande desafio. Tínhamos alguns critérios de escolha: quarto de casal, banheiro individual, na área central, com estrangeiros, organizado e barato. Depois de chegar aqui percebemos que estávamos querendo demais.

Pesquisamos muito nos sites daft.ie, findahome.ie e myhouse.ie onde existem inúmeros apartamentos e casas. Começamos a nossa busca logo nos primeiros dias em Dublin. Em três dias visitamos cerca de 10 moradias. Caminhávamos das 10 horas até 20 horas, foi muito cansativo. Quando estávamos descrentes que encontraríamos aquilo que estávamos procurando, surgiu uma vaga de última hora.

Existem duas comunidades no facebook: “Dublin para Brasileiros” e “Classificados Dublin”. Já tínhamos publicado várias vezes que procurávamos casa.  Foi lá que encontramos nossa vaga. Marcos deixou um recado dizendo que estava passando a vaga dele. Ligamos e agendamos a visita para as 19 horas. Enquanto isso, andamos o dia todo olhando outros lugares. De noite, já exaustos, caminhando até nosso futuro apartamento íamos conversando e depositando todas as esperanças naquele lugar sem mesmo ter visto uma foto.

Chegamos ao local, fomos bem recebidos e adoramos o apartamento. Muito aconchegante. Conseguimos quase todos os critérios que tínhamos em mente: Ótimo quarto de casal, boa localização (10 minutos a pé da nossa escola), na faixa de preço que pretendíamos pagar (550 euros pelo quarto) e morando com um estrangeiro búlgaro que fala inglês fluente. A única coisa que ficou de lado foi o banheiro individual. Mas, depois de uma semana morando aqui, percebemos que isso não é fundamental.

Uma das curiosidades dos apartamentos daqui é que os quartos não têm chave. Isso é um sinal de que não há necessidade porque um respeita o espaço do outro. Podemos dizer que somos sortudos, em três dias de busca achamos aquilo que queríamos. Nem todos tem a mesma sorte. Moramos num condomínio fechado em que precisamos passar por três portas magnéticas (que você abre apenas com chave magnética), muito seguro. Quando você achar aquilo que procura já garanta a vaga. Em questão de uma hora outra pessoa pode fechar com o proprietário. Viver aqui está sendo ótimo para o nosso aprendizado. Quem tiver a oportunidade, more com estrangeiros. Claro, esteja aberto para aceitar a diferença cultural. Mas com certeza você aprenderá mais rápido. Toda noite sentamos na sala e conversamos com Georgi. Uma conversa engraçada, com mimica e google tradutor, mas que já nos rendeu boas aulas de inglês.

Procurar casa é sim uma tarefa difícil e muito cansativa, mas esteja determinado que você encontrará aquilo que quer.

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