Monthly Archives: Fevereiro 2012

Leap Year

Hoje vamos falar de uma tradição irlandesa comemorada no dia 29 de fevereiro. Na verdade ficamos sabendo dela antes mesmo de chegar a Dublin, através de um filme, “Leap Year” que significa ano bissexto, mas no Brasil o filme foi traduzido como “Casa Comigo?”. Trata-se de uma comédia romântica que se passa na Irlanda.

Segundo a tradição, uma mulher pode pedir um homem em casamento no dia 29 de fevereiro que ele tem a obrigação de aceitar. No longa, Anna, a personagem de Amy Adams acha que já namorou muito tempo e decide tomar a iniciativa. Com seu namorado a trabalho em Dublin, Anna resolve viajar para lá e fazer o pedido. Mas, devido ao mau tempo o avião em que Anna estava precisa fazer um pouso de emergência e ela fica presa no interior do país.

No decorrer do filme, ao tentar incansavelmente chegar a Dublin no dia 29 de fevereiro, Anna conhece um nativo que a ajuda. Na viagem do interior até Dublin acontecem muitas coisas engraçadas que tiram muitas risadas do telespectador. Não vamos contar o final do filme, mas fica a dica. Vale a pena assistir e conhecer um pouco mais sobre a ilha esmeralda.

Uma cena do filme foi filmada na ponte do Stephen’s Greens. E nós também estivemos por lá.

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Belfast, Irlanda do Norte!

Nossa viagem começou às 5h45min da manhã, quando levantamos e nos preparamos para a nossa primeira saída do País. Belfast, na Irlanda do Norte foi o nosso destino. Às 7 horas, dois ônibus cheio de estudantes e brasileiros saíram do ponto de encontro. Viajamos por aproximadamente quatro horas com lindas paisagens. Fazendas com grandes campos bem verdes com muitas ovelhas e cidades pacatas. A passagem de ônibus nos custou 35 euros.  Não compramos comida em Belfast, preparamos sanduiches e levamos refrigerante. Mas se você deseja comprar algo lá, o melhor é levar libras, já que essa é moeda do reino unido. Se você pagar em euro, terá seu troco em libras.

Primeira parada foi no condado de Antrim, para atravessar a ponte e visitar a ilha de Carrickarade. Uma caminhada de aproximadamente 20 minutos passando por belas paisagens. Inclusive podendo avistar terras Escocesas. A ponte fica no fim da trilha e vale apena pagar cinco euros para atravessar. Quando pudemos avistar a ponte da fila esperando pelo nosso momento de passar, as pernas amoleceram. Afinal, a ponte que liga o condado à ilha tem aproximadamente 30 metros de altura e o oceano passando por baixo.

 

Ela balança um pouco, mas a travessia é segura. É sustentada por cabos de aço.

Na ilha não há nada de especial, a atração é apenas a ponte. Mas de lá é possível contemplar outros ângulos da paisagem. Assim como fomos, tivemos que voltar pelo mesmo caminho. Completada a primeira parada seguimos para a Giant’s Causeway (Calçada dos Gigantes), que é um conjunto de mais de 40 mil colunas de basalto encaixadas como se formassem uma enorme calçada. Uma erupção vulcânica há cerca de 60 milhões de anos causou esse fenômeno natural.  Um lugar maravilhoso para estar e agradecer as oportunidades da vida.

Segundo uma lenda irlandesa um gigante chamado Finn MacCool queria enfrentar numa luta um gigante escocês chamado Benandonner, mas havia um problema: não existia uma embarcação com tamanho suficiente para atravessar o mar e levar um ao encontro do outro. A lenda diz que MacCool resolveu o problema construindo uma calçada que ligava os dois países, usando enormes colunas de pedra. Benandonner aceitou o desafio e viajou pela calçada ate à Irlanda. Ele era mais forte e maior do que MacCool. Percebendo isso a esposa de Finn MacCool, de forma muito perspicaz decidiu vestir seu marido gigante como um bebé. Quando Benandonner chegou à casa dos dois e viu o bebé, pensou: “Se o bebé é deste tamanho, imagine o pai!”, e fugiu correndo de volta para a Escócia. Para ter certeza de que não seria perseguido por Finn MacCool destruiu a estrada enquanto corria, restando apenas as pedras que agora formam a Calçada dos Gigantes. (Wikipedia)

Da Giant”s Causeway seguimos para o centro de Belfast, que ficava a duas horas do interior. Aproveitamos para descansar nesse período da viagem. Desembarcando na cidade, pudemos visitar o local onde foi construído o Titanic, que afundou há quase cem anos: 14 abril de 1912.

Após essa visita, tivemos uma hora livre no centro. A chuva atrapalhou o fim do passeio. Fomos até o Albert Clock, ponto turístico de Belfast, voltamos encharcados para o ônibus e retornamos para Dublin. Uma viagem inesquecível, cheia de história e de beleza.

 

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A charmosa Grafton Street

O passeio de hoje foi na Grafton Street, uma das ruas mais famosas de Dublin e eleita a quinta rua mais cara do mundo em 2008. As principais grifes podem ser encontradas lá. Têm lojas de roupa, calçado, eletrônico, lembrancinhas e alimentação. Feita de calçamento, passam apenas pedestres e costuma estar movimentada todos os dias devido ao grande fluxo de turistas.

Muitas lojas merecem ser visitadas e entramos em inúmeras delas (para olhar claro). Porém, a que mais nos chamou a atenção foi a loja da Disney. Impossível não se apaixonar pelo mundo mágico de Walt Disney. Criança se perde lá dentro e adulto vira criança também. São pelúcias, bonecos, carrinhos, roupas e acessórios dos principais personagens. Dá vontade de levar tudo para casa.

Além das lojas, a arte na rua encanta quem passa. São inúmeros artistas que animam em troca de algumas moedas. Muito talento escondido na pequena Dublin. Vale a pena conferir os vídeos.

Quando estávamos no final do passeio vimos uma movimentação, e paramos de curiosidade.  Uma apresentação que parecia ser um comercial. Tinham muitos câmeras e produtores por ali. Rapidamente se formou um círculo de curiosos. No decorrer da apresentação foram surgindo mais e mais pessoas para compor o espetáculo. Veja no que deu:

Se vir a Dublin, não deixe de visitar a Grafton Street. Ao final da rua tem um parque belíssimo que ficará para outro post.

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Mercados em Dublin

Estamos em Dublin há exata uma semana e desde que chegamos já fizemos compras duas vezes, porque compramos de pouco em pouco. Existem muitos mercados por aqui e sempre optamos pelos mais baratos como o Tesco e Lidl. Já compramos também algumas coisas em mercados tipo conveniências que geralmente são o dobro do preço. Os preços aqui são baratos se você pensar em euro. Agora se quiser ficar convertendo tudo para real, será igual ou até mais caro.

Considerando que uma pessoa que vive em Dublin receba um salário mínimo (8,65 euros por hora) e trabalhe 40 horas por semana, receberá no fim de cada mês cerca de 1.300 euros. Para se alimentar bem, cada pessoa gasta em média 150 euros por mês.  Pensando assim, você percebe que é barato. Você não pode ficar convertendo tudo para real. Já que está vivendo em um país Europeu, pense em euro.

Hoje compramos óleo, pão, extrato de tomate, 750 gramas de filé de frango, saco para embalar carne, trigo, flanelinhas, miojo e 1,3 kg de picanha, tudo por 27 euros. O produto mais caro aqui é a carne, que preferimos comprar no mercado brasileiro. A carne dos mercados tradicionais aqui em Dublin não são de tão boa qualidade, e sai mais caro que o quilo da picanha. Porém, a carne é a única coisa que vale a pena comprar no mercado brasileiro, já que o restante dos produtos são mais caros por serem importados.

Nas primeiras semanas você gasta um pouco mais do que o normal por ainda não conhecer a cidade e os produtos. Algumas coisas já foram fora porque não gostamos. Por exemplo, não existe suco de saquinho aqui, todos são de caixinha ou garrafa, e não gostamos de nenhum até agora. E assim você vai provando os produtos até encontrar o melhor para o seu paladar. Depois de uma semana, já aprendemos muita coisa sobre as comidas e temos certeza que vamos aprender ainda mais.

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“Ai se eu te pego” na Holanda

Chegando à Holanda fomos achar um jeito de nos comunicar com o Brasil. Assim que conseguimos, fomos almoçar com o nosso colega de voo, o Sidney. Cada um escolheu sua pizza e sentamos na praça de alimentação. De repente ouvimos na mesa ao lado cinco meninas inglesas tentando cantar o famoso hit do Michel Teló, “Ai se eu te pego”. Apesar de passar na televisão brasileira o sucesso que ele está fazendo no exterior, a gente só acredita quando vê com os próprios olhos. Pois então, nós vimos e aí surgiu à ideia de filmar as meninas para por no blog.

Fomos falar com elas e pedimos permissão para fazer o vídeo e eu acabei dançando junto. O deu? Isso aí que vocês vão ver. Detalhe, elas que dançaram certo, e eu que sou do Brasil, acabei fazendo tudo errado. Foi divertido. Perdoem a desafinação.

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A viagem…

Sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012, às 10h20min pelo horário da Brasília, foi quando sentimos a primeira aflição desde o planejamento dessa viagem. Hora de se despedir e entrar na sala de embarque.  Apesar da felicidade de começar essa aventura, o coração ficou apertado por deixar por um tempo aqueles quem tanto amamos. O tchau dado pelos familiares do janelão do aeroporto, visto por nós pela pequena janela do avião, fez com que a gente percebesse que havia chegado a hora. Éramos apenas nós dois.

Foi com chuva mansa que deixamos Florianópolis, e com céu nublado que chegamos em Guarulhos, São Paulo, exatamente no horário previsto, 12h20min. Apesar de decolar e aterrissar com tempo fechado, foi uma hora de voo tranquilo e maravilhoso.

 

Depois de encontrar a nossa amiga Maiumy, que ainda bem veio nos distrair e fazer companhia, fomos a uma louca e longa procura por um restaurante barato e saboroso. Encontramos uma senhora da limpeza, que nos indicou o Terra Azul. Comida gostosa por um preço comum, algo muito difícil de encontrar em aeroportos, já que uma água mineral custa R$ 4.

“Roubamos” internet wi-fi, brincamos com os carrinhos de carregar as malas, e algumas risadas fizeram sair lágrimas dos olhos. A molecagem nos ajudou a passar o tempo e ao final tarde, sentir as pernas moles de tanto cansaço. Nove horas se passaram rapidinho e logo para fila de embarque. Para nossa felicidade, a nossa frente tinha um brasileiro que morava na Holanda e seu amigo holandês. Eles nos ajudaram desde o início até o desembarque na Holanda. Mas, durante o voo, também para nossa sorte e felicidade, sentou-se ao nosso lado um brasileiro de Manaus, que nos fez companhia até o nosso terceiro embarque.

O voo foi tranquilo, mas também cansativo. Apesar das horas passarem rápido, e como fomos de classe econômica, foi muito desconfortável para dormir. Conseguimos descansar apenas algumas horinhas. O lado bom é que há muito entretenimento. Em uma tela você pode ver filmes, TV, ouvir música, jogar e até aprender inglês. Os comissários de bordo falavam holandês (muito difícil), inglês e apenas as principais frases em português, e era muito engraçado.

Para nossa sorte, de novo, havíamos jantado em SP e não dependemos apenas da comida do avião. Nos serviram arroz, frango ao molho (muito apimentado), dois pedaços de frango frio, ervilha, salada tipo vinagrete, pão doce e a única comida deliciosa: tipo um mousse de maracujá. De manhã serviram o breakfast (café da manhã) e estava muito gostoso. Pão, ovo, bolacha salgada, bolinho de baunilha e bebida. Além das refeições que eles serviam, podíamos levantar a qualquer momento, ir até a cozinha e pedir qualquer coisa. É importante caminhar pelo avião para as pernas não incharem.

Como já dissemos o voo foi tranquilo, mas também passamos por poucas áreas de turbulência. Em uma delas, a mais forte, os comissários precisaram correr e sentar. Tremeu muito, foi assustador, mas também foi rápido. Quando passamos pelo mesmo local onde caiu o Air France, também tremeu.

Chegamos a Schippol com tudo branquinho de neve, mas não podemos sair do aeroporto porque só receberíamos o visto na Irlanda. O aeroporto era enooorme, e ficamos próximo ao nosso portão embarque. Encontramos na fila o Marcelo, um brasileiro que mora em Dublin. Como vocês podem perceber, brasileiro tem em todo lugar. Ele nos ajudou na imigração que foi muito tranquila. Achamos que foi questão de sorte e da fila também.

Entendemos poucas palavras que ela disse, falava muito “enrolado e arranhado”. Era só dizer yes que dava tudo certo. Enfim, ela nem olhou todos os nossos documentos e conseguimos entrar em poucos minutos. Pegamos nossa bagagem, e nos deparamos com os nossos nomes em duas plaquinhas. Renata, uma brasileira estava nos esperando e nos levou para casa.

Temos muitas coisas para postar, mas ainda não estamos conseguindo administrar o tempo por causa do fuso. No desculpe pela demora! E até o próximo post.

 

 

 

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Como isso foi possível…

Muitos jovens desejam fazer intercâmbio, porém muitos também acreditam que isso não passa de um sonho e acabam deixando o desejo de lado. Planejar é a palavra chave. Primeiro se preocupe com o destino. Depois pesquise a cultura daquele lugar. Gostou? Faça orçamentos, feche negócio e guarde dinheiro. Por experiência própria podemos dizer que não é impossível. É suado. Mas estamos focados na palavra economizar desde junho de 2011 e essa vai ser a palavra de ordem nesse ano também.

Nós dois manifestávamos essa vontade de ter uma experiência no exterior. Por que não agora? Decidimos que essa era a hora. Começamos uma incansável busca por destinos. O primeiro critério era ser país de língua inglesa. O segundo, ser na Europa e o terceiro, ser econômico. Achamos o destino certo: Irlanda, no Reino Unido. A cada nova pesquisa achávamos novos blogs que nos ajudaram muito, e fomos nos apaixonando cada dia mais pela pequena Dublin, capital da Irlanda que abriga mais de 500 mil habitantes.

Fizemos orçamentos com empresas de Florianópolis, mas para a nossa felicidade e comodidade, achamos uma excelente agência de viagem aqui na nossa cidade mesmo, a SierraTur. Eles nos passaram o nome de várias escolas, vários preços, explicaram todos os detalhes do destino e foram super bacanas do começo até agora. E temos certeza que vão continuar sendo. Uma dica importante é você confiar na agência que vai cuidar disso para você. Afinal ela vai ajudar a planejar sua vida pelos próximos meses. Foi excelente negociar com eles. Indicamos de olhos fechados a SierraTur, e isso não é propaganda, é dica.

Uma pergunta que muitos nos fazem: Mas qual o custo disso tudo? Na verdade depende do que você quer.

Estamos matriculados em um curso de seis meses na ECM College, uma ótima escola no centro de Dublin. Incluso temos moradia para duas semanas, seguro governamental que é obrigatório para entrar no país e seguro saúde para um ano, uma necessidade que cobre muitas situações. Isso nos custou: 1.931,63 Euros + 430,00 Dólares. Os valores em reais dependiam da cotação das moedas estrangeiras no dia do pagamento das parcelas. Mas, ao fim, somaram R$ 5.400. Além disso, compramos a passagem de ida e volta que foi R$ 2.200 porque na época o dólar estava em baixa. Além desses investimentos, o governo irlandês exige que cada estrangeiro que entre no país possua 3 mil euros em uma conta. Uma prova de que você possa se sustentar pelo menos no período do curso. Esse valor também depende da cotação da moeda. Esse dinheiro você pode utilizar quando chegar ao país. Sendo assim, você recebe o visto para um ano.

Agora que você já sabe de quanto precisa para esse tipo de intercâmbio, depois vamos explicar do que você precisa. Quais os documentos necessários para o embarque, como funciona o visto, algumas exigências e quais os procedimentos após o desembarque.

Até o próximo post.

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Ainda do Brasil, sejam bem-vindos

Não exatamente direto da Irlanda, o blog já começou a funcionar hoje, aqui mesmo de Santa Catarina, na cidade de Brusque, onde moramos e nos conhecemos. Faltando apenas 10 dias para o nosso embarque, quase tudo já está pronto. Uma viagem que começou a ser programada há oito meses começa a ganhar forma a cada dia que se vai.

Esse é apenas um post de boas vindas para afirmar que a sua visita e participação são muito importantes. O blog foi criado com o propósito de ajudar outras pessoas que pretendem embarcar em uma aventura semelhante. E também para nossos amigos e parentes poderem nos acompanhar a cada passo. Além é claro, de mostrar tudo que a Irlanda tem para oferecer.

Espero que gostem.

Até breve, aí sim, Direto da Irlanda.

Phamela e Tarcio.

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